Pedras Preciosas

Safira: o que você precisa saber antes de comprar

Por 05/09/2016 Sem comentários

A safira é uma das gemas preciosas mais desejadas do mundo. Conhecida pelo tom de azul profundo, a pedra também é encontrada na natureza em diversas tonalidades. Apreciada pela durabilidade, a safira é considerada a pedra do mês de setembro, símbolo da nobreza e do romance, além de ser a gema principal de anéis de formatura de várias profissões. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa pedra que é capaz de criar joias fascinantes?

1. A pedra do mês de setembro

Ao longo da história da humanidade, pedras preciosas representaram uma diversidade de coisas. Elas carregam significados como o amor, sucesso, proteção e energias que transcendem a compreensão humana. Um dos significados que sobreviveu ao teste do tempo e se fortaleceu no último século é a cultura das pedras de aniversário.

Atualmente, existe o costume de relacionar cada mês a uma gema específica. E a safira azul é a pedra representante do mês de setembro.

Veja mais detalhes sobre esta joia em Anel de Noivado Uni I-Sa

A gema é símbolo da nobreza, sinceridade, fidelidade, pureza e do romance. Um presente certeiro para os aniversariantes do mês ou símbolo perfeito para os futuros noivos que desejam fazer o pedido de casamento em setembro.

2. Anéis de noivado com safiras

Embora o diamante seja a pedra tradicionalmente utilizada em anéis de noivado, nem sempre ele foi o único símbolo de uma promessa de amor. A safira azul é muito associada ao romance e ao amor eterno. Não são poucos os exemplos de mulheres notáveis que, ao longo da história, foram pedidas em casamento com um anel de safira. Princesa Diana, Josefina de Beauharnais e Kate Middleton são algumas delas.

Além do belíssimo tom, peças com safira contam com outra vantagem em relação aos tradicionais anéis de diamantes. Elas costumam ser, na maioria dos casos, um pouco mais acessíveis, ou seja, são menos caras do que anéis de diamantes.

Veja abaixo alguns exemplos (valores na data da publicação deste artigo):

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Anel de Noivado Uni I – R$4.980,00

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Anel de Noivado Uni I-Sa – R$4.320,00

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Anel de Noivado Oui II – R$4.140,00

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Anel de Noivado Oui II-Sa – R$3.360,00

Outra vantagem da safira para anéis de noivado é que, embora ela seja mais conhecida pelo seu tom de azul profundo, é uma gema que se apresenta em quase todas as cores. A safira rosa, por exemplo, dá um toque único e delicado ao nosso tradicional Anel de Noivado Uni Princess:

safira_rosa_anel_noivado_uni_princess_setembro

Veja mais detalhes em Anel de Noivado Uni Princess I-Sr

3. História

A safira começou a ser extraída por volta de 800 a.C., no antigo Ceilão, hoje, conhecido como Sri Lanka. Seu nome vem do grego sappheiros, que significa pedra azul. Outras fontes dizem que a palavra derivou da associação da pedra com o planeta Saturno, do sânscrito, sanipriya: sani (Saturno) + priya (precioso).

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Selo real britânico, circa 1580 – Foto: Victoria and Albert Museum

Na antiguidade, os reis e imperadores gregos e romanos acreditavam que as safiras azuis protegiam seus donos da inveja e do mal, além de possuírem virtudes e poderes que poderiam beneficiar seus usuários.

Tradicionalmente, a safira simboliza a nobreza, a sinceridade, pureza e fé.

De acordo com uma lenda da mitologia grega, Helena de Troia possuía uma enorme safira com asterismo (star sapphire), que acreditavam ser a chave da beleza e poder de sedução da rainha, considerada a mulher mais bela do mundo, nos escritos de Homero. O famoso anel do Rei Salomão (1000-931 a.C.) era lendário por carregar uma safira com uma inscrição que lhe dava poderes divinos.

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Anel de Safira Escrick, circa 400-1100 d.c – Este anel foi encontrado em Escrick, ao norte de Yorkshire, em 2009. Acredita-se que ele pertenceu a um rei ou membro do clero – Foto: Yorkshire Museum

A safira foi muito utilizada nas vestes de clérigos por séculos. Para eles, a safira simbolizava o céu: o paraíso. Na idade média, por exemplo, alguns sacerdotes usavam joias de safira, pois acreditavam que a gema impedia que pensamentos ruins visitassem suas mentes e evitava que caíssem nas tentações da carne. Portanto, ela seria um talismã que purificava a alma.

Da antiguidade até a idade média, toda pedra azul era considerada uma safira, até mesmo os lápis-lazúlis. Foi por volta de 1800 que safiras e rubis foram reconhecidos como coríndons. Inicialmente, somente a variedade azul recebeu o nome de safira, enquanto as outras cores receberam nomes especiais. No entanto, atualmente, todas os coríndons não-vermelhos são considerados safiras.

A gema também é muito ligada à realeza. Safiras e joias de safira fazem parte de coleções de coroas de diversos reinos e impérios. Entre elas, a gigantesca Le Grand Saphir de Louis XIV, adquirida pelo próprio rei em 1669. Ela pesa 135,74ct e possui pouquíssimas inclusões.

Le Grand Saphir – Foto: Muséum National D’Histoire Naturelle – França

Outras duas safiras famosas são a Stuart e a St. Edward, que são parte da Coroa Imperial Britânica. A safira Stuart está localizada na parte traseira da coroa e pesa 104ct, enquanto a St. Edward está no meio da cruz, localizada no topo da coroa. Além desses dois notáveis exemplares, a Coroa Imperial conta com 19 safiras cravadas em toda a sua estrutura.

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Imperial State Crown – Foto: Royal Collection Trust

A pedra também é muito associada ao amor eterno. Napoleão Bonaparte, por exemplo, deu à Josefina, em 1796, um belo anel de noivado com duas pedras preciosas: uma safira e um diamante, ambas na lapidação gota.

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Anel de Noivado de Josefina de Beauharnais – Foto: Reuters – Daily Mail UK

Essa associação com o amor foi reforçada em 1981, quando o Príncipe Charles presenteou Lady Diana com um belo anel de noivado de safira azul com diamantes. Esse mesmo anel foi dado à Kate Middleton como presente de noivado pelo Príncipe William, filho de Lady Diana e do Príncipe Charles. A joia em ouro 18k possui uma safira de 12 quilates, rodeada por 14 diamantes.

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Com uma história tão vasta, não é de se admirar que a safira, ainda hoje, seja uma das pedras mais cobiçadas e utilizadas para criar joias finas.

4. Curiosidades místicas

A safira é sempre associada à sabedoria e à serenidade, o que a transforma em personagem central de muitas crenças e tradições. Ela, por exemplo, é um dos símbolos fundamentais da religião cristã, representando a castidade, piedade, proteção e arrependimento. Há séculos, as safiras são utilizadas por reis, alquimistas, curandeiros, médicos, magos e astrólogos.

  • A safira facilita a meditação.
  • Acalma a mente e ajuda a estimular a concentração.
  • Fornece a clareza mental necessária para superar obstáculos.
  • A safira azul é indicada para quem quer viver uma relação estável e duradoura, sendo um ótimo presente para a pessoa amada.
  • A safira é protetora do amor, promovendo a fidelidade, afinando os sentimentos entre os envolvidos e repele a inveja.
  • A safira azul facilita a auto expressão e a verbalização da verdade.
  • Para os povos antigos a safira simbolizava o céu e seu anseio pela vida eterna.
  • Os budistas acreditam que a safira possui efeito calmante sobre as pessoas, o que facilita a sua devoção à oração e à meditação.
  • Os antigos acreditavam que a safira possuía o poder de influenciar os espíritos.
  • Chakra: frontal
  • Signo: é a pedra regente do signo de Touro e do planeta do signo de Libra.
  • Indicações: restaurar o equilíbrio perdido, através de sua habilidade para diminuir o stress e a tensão.
  • Tipo de Energia: proteção e equilíbrio.

5. Safiras nos anéis de formatura

São diversos os cursos que utilizam a safira azul como a pedra central do anel de formatura.

A pedra azul, de um modo geral, está relacionada ao intelecto, criatividade e a sabedoria, características essenciais para quem trabalha com atividades relacionadas ao raciocínio, análise e criação.

Os anéis de formatura dos seguintes cursos costumam trazer uma safira azul:

  • Administração (todas as graduações)
  • Agronomia
  • Análise de Sistemas
  • Arquitetura
  • Artes Cênicas e Teatro
  • Artes Plásticas
  • Astronomia
  • Bibliotecário
  • Ciências Aeronáuticas
  • Ciências Atuariais
  • Ciências da Computação
  • Ciências Naturais
  • Ciências Políticas
  • Comércio Exterior
  • Comunicação Social
  • Desenho
  • Design de Interiores
  • Design Gráfico
  • Educação Artística
  • Eletrônica
  • Engenharia (todas as especialidades)
  • Estatística
  • Filosofia
  • Física
  • Fotografia
  • Geologia
  • Logística
  • Matemática
  • Meteorologia
  • Música
  • Pedagogia
  • Processamento de dados
  • Publicidade e Propaganda
  • Química
  • Rádio e TV
  • Relações Internacionais
  • Relações Públicas
  • Secretariado Executivo
  • Segurança Pública
  • Sistemas da Informação
  • Telecomunicações
  • Turismo e Hotelaria

No Brasil, existe o costume de presentear o formando com um anel de formatura. Os anéis de formatura convencionais, normalmente, trazem o emblema da área do formando e, no centro, a pedra que representa o curso. No entanto, muitas formandas têm demonstrado interesse em anéis de formatura mais delicados, com traços mais graciosos, que fogem do modelo padrão.

Veja abaixo algumas sugestões que podem agradar este público:

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Anel Uni II-Sa

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Anel Elysian I-Sa

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Anel Uni Princess II-Sa

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Anel Uni Princess I-Sa

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Anel Oui II-Sa

6. Fatos interessantes

Veja alguns fatos interessantes e curiosidades sobre as safiras:

  • Nem todas as safiras são azuis. Existem outras colorações, como rosa, verde, laranja, amarelada e até safira incolor.
  • No entanto, quando se fala somente em safira, geralmente, é à pedra azul que estão se referindo.
  • Dizem que a safira de cor caxemira, com o seu brilho aveludado, é a mais bela entre as safiras. Ela apresenta um azul puro e intenso com uma tonalidade violeta muito sutil.
  • A tradição afirma que os dez mandamentos foram escritos em tábuas de safira.
  • Os persas acreditavam que a Terra se equilibrava sobre uma safira gigante.
  • O famoso “selo” do rei Salomão (1000-931 a.C.) era feito de safira.
  • Durante o período helenístico (400-100 a.C.), quando pedras eram associados a divindades específicas ou poderes ocultos, a safira representava a cabeça de Júpiter (Zeus), o deus do céu.
  • Neste este mesmo período, os reis árabes usavam safiras para se proteger de inveja e danos físicos.
  • No período medieval, a safira era utilizada como um teste de fidelidade. A pedra mudaria de cor se a pessoa fosse infiel.
  • Algumas safiras realmente mudam de cor de acordo com o ângulo de visão, apresentando um tom azul sob a luz do sol e um tom púrpura sob a luz artificial.
  • O vidro de vários relógios de luxo são feitos de safira.
  • Os antigos egípcios usavam safiras para tratar problemas oculares.
  • No século VI, o papa decretou que todos os cardeais deveriam usar um anel de safira na mão direita. Nos séculos seguintes, esta prática foi incentivada, pois acreditava-se que a pedra suprimia os desejos sexuais, promovendo a castidade e a piedade.
  • Os antigos acreditavam que a safira era uma excelente aliada para criar paz entre inimigos.
  • Em 1972, Richard Burton deu um colar de platina com safiras e diamantes à Liz Taylor como presente por seu quadragésimo aniversário. A safira centra possui 52,72cts.
  • Anos depois, Lis Taylor se deparou casualmente com um anel em platina com uma safira cabochão de 25 quilates, o qual complementava perfeitamente seu magnífico cola. As duas peças não se destinavam a formar um conjunto, mas se tornaram um par perfeito.

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O anel “The Trombino” e o colar “The Sautoir” pertencentes à Elizabeth Taylor – BVLGARI

  • Safiras grandes são raras e, frequentemente, são batizadas com nomes próprios, assim como os diamantes famosos.
  • A “Estrela da Índia” é a maior safira astérica lapidada do mundo e possui cerca de 536ct.

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Estrela da Índia – Tumblr – American Museum Of Natural History

7. Origem

Apenas uma pequena fração das safiras encontradas ao redor do mundo podem ser comercializadas sem sofrer nenhum tipo de tratamento de cor. As jazidas de safira mais importantes, comercialmente, encontram-se no Sri Lanka, Birmânia (Myanmar), Austrália e Tailândia.

Cristal de Safira de Katagarama, Sri Lanka – Foto: Vincent Pardieu – GIA

Outros produtores são Vietnã, Turquestão, Índia, Quênia, Tanzânia, Estados Unidos e Austrália. Anteriormente, as melhores safiras eram extraídas da Caxemira, na Índia. No entanto, essas jazidas estão praticamente esgotadas.

Hoje, as melhores gemas vêm de Ratnapura, no Sri Lanka, conhecidas por um tom de azul mais claro e levemente arroxeado. É de lá que também são extraídas safiras de outras tonalidades, como a amarela, verde, rosa, castanhas, leucassafiras (as incolores), as safiras de cor rosa-alaranjada e a conhecida como Padparadscha, uma das variedades mais caras e desejadas.

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Safira Padparadscha, Sri Lanka – Foto: Padparadscha.de

Já as safiras australianas são maiores, porém de qualidade inferior. Elas apresentam uma cor azul-esverdeada, quase negra.

Trata-se de uma pedra bastante rara no Brasil, sendo encontrada, eventualmente, no Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Minas Gerais.

A safira é comumente encontrada junto a rubis, espinélios, pedra-da-lua, quartzo, turmalina, entre outros minerais. A extração é realizada, predominantemente, em jazidas eluviais ou de meteorização. Basicamente, cava-se um poço para se chegar até a camada profunda que contém as gemas. Assim como o rubi, a safira tem a densidade relativa elevada. Isso permite que ela seja encontrada junto de outro minerais pesados, após a lavagem do cascalho e areia do rio. Posteriormente, a seleção fina é feita de forma manual.

8. Composição e características

A safira pertence ao grupo do coríndon. Apesar de, comumente, associarem safira ao azul, todas as colorações, são consideradas safira, com exceção do vermelho, que é considerado rubi.

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As rochas matrizes da safira são o mármore, o basalto e o pegmatito. A safira é considerada, juntamente com o rubi, o mineral mais duro depois do diamante, com 9 mohs de dureza. Entretanto, essa dureza é variável conforme a direção, um importante fator no momento de definir uma lapidação.

Diferentemente do diamante, a safira não conta com uma tabela de classificação precisa e universal para ser avaliada. No entanto, características como cor, claridade, peso e corte são utilizadas pela maioria dos joalheiros para avaliar a qualidade dessas pedras.

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Cor

Cada tonalidade de safira tem sua graduação de qualidade. No geral, quanto mais intensa e homogênea a cor é, mais valiosa é a pedra.

A cor é a característica mais relevante para determinar o valor de uma safira azul. Ela é ocasionada pela presença de ferro e titânio no mineral. O tom mais desejado para a safira azul é um azul royal vívido, levemente violeta, que vai das tonalidades médias até as mais escuras. A cor deve ter uma saturação forte, mas não a ponto de comprometer o brilho da pedra.

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Safira da Caxemira Foto: Cortesia de George C. Hartmann, Jr. – GIA

Outra tonalidade de azul bastante desejada é o azul claro e brilhante, similar ao tom das flores da centáurea. Esse tipo de safira é chamado de Cornflower Blue Ceylon Sapphire ou Safira Azul Centáurea do Ceilão.

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Outras cores desejáveis para safira são padparadscha (rosa alaranjado), rosa, roxa, laranja, amarelo, verde, branca (leucassafira) e preto.

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Foto: Antwerp Diamond

A padparadscha é uma das qualidades de cor mais raras e com o maior preço por quilate entre todas as tonalidades da safira. A cor dessa gema é de difícil descrição. O nome significa flor de lótus na língua cingalesa, já que, para os nativos do Sri Lanka, o tom dessa qualidade de safira é muito similar à cor da flor. Alguns especialistas do mercado de gemas dizem que elas devem ter um tom salmão ou goiaba, enquanto outros a comparam com o pôr do sol. Apesar das diferentes descrições de cor, todos concordam que uma safira considerada padparadscha deve ter uma cor intensa, que pode variar de um rosa alaranjado claro até o médio.

As safiras rosas possuem um tom que varia dos mais avermelhados até os arroxeados, de tons claros até os mais vibrantes. Quanto o tom de rosa é mais escuro, ela começa a ser considerada uma safira roxa, que possui cores que variam do magenta até o violeta vívido.

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Veja mais detalhes em Anel de Noivado Uni Princess I-Sr

Coríndons amarelos e laranjas também apresentam variadas tonalidades. As mais valiosas possuem um tom bastante vívido e de tonalidade média.

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Safiras amarelas e laranjas – Foto: © GIA & Tino Hammid, cortesia de Varujan Arslanyan

As safiras verdes são facilmente encontradas na natureza. No entanto, não são tão populares no mercado de joias. As pedras verdes tendem a ter um tom mais fechado, tipo oliva. Como a saturação é geralmente mais baixa, elas não costumam ser muito valiosas.

As safiras brancas, incolores ou leucassafiras, sem nenhum traço de cor, são valiosas e raras. Geralmente, as safiras incolores apresentam algum traço bem leve de cor, como o amarelo, o castanho, o azul e o cinza, o que diminui, consideravelmente, seu valor.

Claridade

Geralmente, safiras azuis apresentam algumas inclusões. Safiras azuis livres de inclusão são raras e muito valiosas.

Silk inclusion that makes a star in sapphire

Inclusões de agulhas de rutilo tipo Silk. Elas autenticam o safira, provam que a pedra não foi tratada termicamente e podem criar um efeito de asterismo na pedra – Foto: GIA

Existem diversos tipos de inclusões que podem ser encontradas em safiras. Elas são esperadas, desde que não sejam muito importantes, a ponto de comprometer o brilho e a durabilidade da gema. Entre elas, as inclusões tipo agulha que, ao invés de diminuir, aumentam consideravelmente o valor da gema. Quando as agulhas são formadas por rutilo, as pedras ganham um aspecto sedoso e aveludado (silk) e, eventualmente, formam uma inclusão rara, que se assemelha a uma estrela de seis pontas (asterismo ou safira estrelada).

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Safira Negra com Asterismo- Foto: The Natural Sapphire Company

Quando a pedra apresenta inclusões de hematita, é possível observar o efeito de asterismo em safiras negras. Na realidade, essas safiras são amarelas, verdes ou azuis, mas esse tipo de inclusão faz com que a safira aparente ser “negra” ou “marrom”.

Corte

O corte mais comum para a safira é o misto: lapidação brilhante na parte da coroa e em degrau no pavilhão. No entanto, o que determinará o corte da pedra será a estrutura e tamanho do cristal bruto. O joalheiro também deve levar em consideração o pleocroísmo no corte da peça. Trata-se de um fenômeno ótico que faz a cor parecer diferente de acordo com o ângulo, o que pode maximizar a cor ou minimizar a cor, dependendo da posição do corte.

Outro fator relevante na escolha do corte das safiras é a distribuição de cor. Algumas safiras apresentam distribuição de cor irregular. As safiras do Sri Lanka, por exemplo, costumam ter a cor concentrada próxima à superfície do cristal. Desse modo, o joalheiro deve posicionar a culaça da pedra próxima à área colorida, a fim de conseguir uma pedra que pareça toda azul vista de cima.

As safiras estreladas costumam receber o corte tipo cabochão para revelar melhor o efeito.

Peso

No mercado de gemas, é possível encontrar safiras azuis de diversos tamanhos, das mais pequeninas até as maiores.

Safiras grandes são mais facilmente encontradas do que rubis grandes. No entanto, a maioria das safiras, de qualidade média ou comercial, costuma pesar menos do que 5 quilates. Além disso, é raro conseguir exemplares maiores de excelente qualidade. Esse tipo de pedra pode comandar preços mais elevados em relação a outras pedras coloridas.

Procurei muito em várias joalherias um anel que estivesse à altura do que minha futura noiva merecia. Consegui tudo isso com a Poésie. Não à toa minha noiva ouve com certa frequência e com muito orgulho: 'este é o anel mais bonito de todos que já vi'.

Kadu

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