Pedras Preciosas

Saiba tudo sobre o rubi, a pedra preciosa do mês de julho

Por 30/06/2016 Sem comentários

O rubi é uma das pedras coloridas mais valorizadas e desejadas do mundo e é amplamente utilizada para criar joias de beleza singular. Sempre vermelha, é uma pedra muito rara e faz parte da nossa história desde a antiguidade. Com o seu tom vibrante, o rubi é considerado a pedra do mês de julho, a gema do amor e da paixão, além de ser o símbolo para anéis de formatura de diversos cursos. Que tal conhecer um pouquinho mais sobre essa gema única?

1. A pedra do mês de julho

Na antiguidade, existia uma tradição que relacionava algumas pedras preciosas a determinados signos zodiacais, e essas eram as únicas consideradas pedras de nascimento. No entanto, deste velho costume, surgiram as birthstones ou pedras de aniversário. No total, são 12 gemas que representam cada mês do ano. A lista moderna foi criada pela Associação Nacional dos Joalheiros Americanos e se tornou oficial a partir de 1912.

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Veja mais detalhes sobre esta joia em Anel de Noivado Uni I-Ru

O rubi é a pedra preciosa que representa os nascidos em julho. A gema é um símbolo da proteção e do sucesso na vida profissional ou amorosa. Um presente perfeito para os aniversariantes do mês ou mesmo para celebrar o amor com um pedido de casamento em julho.

2. Anéis de noivado com rubis

Nem sempre o diamante foi o único representante do amor eterno. Durante os séculos XVII e XVIII, os rubis eram comumente usados em anéis de noivado como símbolos do amor. A pedra, ainda hoje, é uma das gemas coloridas mais utilizadas em anéis de noivado, juntamente com a esmeralda e a safira. Se você está à procura de um anel de noivado único e de visual marcante, o rubi é uma excelente alternativa aos tradicionais diamantes.

Além da belo tom vermelho vibrante, anéis de noivado de rubi contam com uma grande vantagem em relação aos tradicionais anéis de diamante: eles são mais acessíveis, sendo que, na maioria dos casos, são menos caros do que anéis de diamantes.

Veja alguns exemplos:

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Anel de Noivado Elysian I – R$ 7.380,00

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Anel de Noivado Elysian I-Ru – R$ 6.480,00

Os dois modelos acima possuem exatamente o mesmo design, exceto por um detalhe: a pedra central. O primeiro possui um diamante como pedra central, enquanto o segundo tem um rubi como gema principal.

Note a diferença entre os dois anéis na data da publicação deste artigo (30-06-2016). Enquanto o valor da peça com diamante é R$ 7.380,00, o anel de rubi custa R$ 6.480,00.

Veja abaixo mais alguns exemplos (valores na data da publicação deste artigo):

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Anel de Noivado Oui II – R$4.080,00

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Anel de Noivado Oui II-Ru – R$ 3.360,00

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Anel de Noivado Uni II – R$4.920,00

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Anel de Noivado Uni II-Ru – R$ 4.320,00

3. História

O rubi é uma das gemas mais importantes na história das pedras coloridas, juntamente com a esmeralda e a safira. O nome é derivado do latim rubeus, que significa vermelho.

Os primeiros registros da mineração do rubi datam ao menos 2.500 anos atrás, no Sri Lanka. No entanto, ferramentas pré-históricas encontradas perto das áreas de mineração da Birmânia, sugerem que o fascínio do homem pelos rubis antecede à própria linguagem.

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Rubis extraídos de Myanmar – Foto: GIA

Na antiguidade, a pedra foi muito ligada às religiões e à espiritualidade. O rubi foi mencionado quatro vezes na Bíblia, sempre associado à beleza e sabedoria. Já os Hindus a chamavam de Ratnaraj, traduzida do sânscrito como o “rei das pedras preciosas”. Eles acreditavam que se oferecessem rubis de boa qualidade à Krishna, avatar Hindu, poderiam reencarnar em outra vida como grandes imperadores.

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Timur Ruby, é um espinélio vermelho de 361 quilates que se passou por um rubi até 1851. A pedra conta com inscrições dos nomes de seus antigos donos, no total, seis imperadores mongóis

A pedra também era bastante associada à proteção pelos povos antigos. Na Índia, acreditava-se que o rubi poderia fazer com que vivessem em paz com os inimigos. Além disso, eles acreditavam que o tom vermelho era devido a uma chama no interior da gema e que ela seria até mesmo capaz de ferver água.

Já na Birmânia, hoje Myanmar (importante local de extração de rubis desde 600 d.c), a pedra era usada como talismã por guerreiros que ansiavam pela vitória em batalhas. Eles diziam que a pedra era uma “gota de sangue do coração da Mãe Terra” e que deveria ser inserida na pele de quem quisesse garantir a invencibilidade. Curiosamente, é em Myanmar que se encontra uma variedade rara e valiosa de rubis chamada sangue de pombo. Ela possui um tom de vermelho vivo levemente azulado, que lembra a cor do sangue.

Em 1915, o mineralogista George Kunz relatou ter ouvido uma lenda sobre a origem dos rubis em Mogok, na Birmânia. A história diz que, há cerca de 2000 anos atrás, uma serpente colocou três ovos. O primeiro ovo deu à luz ao Rei de Bagan, o segundo ao imperador da China, e dentro do terceiro ovo os rubis encontrados nas minas de Mogok.

Na antiga China, o rubi tinha a função de indicar a qual classe um mandarim pertencia. Mandarim era um título que se dava a altos funcionários públicos. Apenas os mandarins de primeiro grau utilizavam um rubi no topo de seus chapéus. Os outros que lhes sucediam na hierarquia usavam um enfeite feito de coral, safiras, lápis-lazúli, cristal, madrepérola, ouro ou prata.

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Chapéu imperial com rubi da Dinastia Quing, 1644-1908 | Florão de chapéu da Dinastia Qing, 1644-1908 – Foto: National Palace Museum, Shenyang Museum.

Para as antigas civilizações, o rubi era a pedra mais valiosa existente e foi amplamente utilizada em joias e coroas de grandes monarcas na história da humanidade. Alguns textos desse período mencionam o rubi como a mais preciosa entre as 12 pedras criadas por Deus.

A fama de pedra mais valiosa perdurou até o período medieval. Na época, a gema era considerada mais valiosa do que um diamante. No século XVI, o preço do rubi era em média 8 vezes maior do que o de outras pedras. De acordo com uma lenda, o imperador Mongol Kublai Khan, em uma ocasião, ofereceu uma cidade inteira em troca de um único rubi.

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Burmese Ruby Tiara, presente de casamento da Birmânia feita especialmente para a Rainha Elizabeth II

Até o início do século XIX, espinélios vermelhos eram confundidos com rubis. Pedras famosas como Rubi Black Prince da Coroa Imperial Britânica e o Rubi Timur são espinélios que se passaram por rubis por muito tempo.

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Imperial State Crown – Foto: Royal Collection Trust

Com uma história tão rica, não é de se admirar que, ainda hoje, o rubi é uma das pedras preciosas mais desejadas. Na atualidade, a gema é conhecida pela cor exuberante e por ser o símbolo da riqueza, do sucesso e do amor.

4. Curiosidades místicas

Desde os primórdios, o rubi está envolto em misticismo e superstição. Sempre detentor do poder de cura e proteção, ele é personagem central de muitas lendas.

  • Dizem que o rubi possui uma chama interna que lhe garante um caráter sagrado.
  • É a pedra do amor eterno.
  • Para os indianos o rubi está associado à saúde do corpo e da mente.
  • Para potencializar o poder do rubi, ele deve ser usado do lado esquerdo do corpo.
  • Promove sonhos positivos.
  • Aumenta o entusiasmo e a coragem.
  • Ajuda a controlar a tristeza e a melancolia.

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Rubi estrela – 18.29ct Foto: GIA – cortesia: Gem & Mineral Department, Natural History Museum of Los Angeles County.

  • Chakra – Básico.
  • Signos – É a pedra regente do signo de Capricórnio e do planeta do signo de Escorpião.
  • Profissões – Advogado, bombeiro, oficial de justiça, técnico em segurança do trabalho e jornalista.
  • Indicações – O rubi reforça a confiança, aumenta a flexibilidade, a vitalidade e o poder de liderança. Também evoca inspiração e prosperidade.
  • Tipo de energia – O rubi é a pedra da energia criativa. Dedicado aos aspectos mais elevados do Eu.

5. Os rubis nos anéis de formatura

O rubi é a pedra preciosa que representa o dom da palavra escrita e falada. Por essa razão, os anéis de formatura de cursos como direito e jornalismo costumam trazer um rubi como pedra central. A pedra também representa a paixão, entusiasmo, força e proteção. Profissionais como técnico em segurança do trabalho, oficial de justiça e bombeiro também costumam utilizar um anel de formatura de rubi.

Os anéis de formatura convencionais, geralmente, trazem o emblema da área do formando e, no centro, a pedra que representa o curso. No entanto, muitas formandas têm demonstrado interesse em anéis de formatura mais delicados, com traços mais graciosos, que fogem do modelo padrão.

Veja abaixo algumas sugestões que costumam agradar este público:

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Anel Uni I-Ru

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Anel Insígnia II-Ru

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Anel Oui I-Ru

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Anel Elysian II-Ru

6. Fatos interessantes

Veja alguns fatos interessantes e curiosidades sobre o rubi:

  • O primeiro laser foi criado em 1960 usando a luz vermelha fosforescente que emanava de um rubi.
  • Inclusões de rutilo em rubis são raras e conferem à pedra originalidade. Se for cortada em cabochão, criam um efeito interessante, semelhante a uma estrela de seis pontas, que pode ser observado ao movimentar a gema. No mercado, este tipo de rubi é chamado de rubi estrela.
  • O rubi é chamado de Rei das Pedras.
  • Segundo uma lenda Hindu, o rubi foi criado a partir do diamante incolor de uma rainha. Quando ela foi assassinada por um cortesão apaixonado, seu sangue manchou a pedra dando origem ao primeiro rubi.
  • Os hindus descreviam o brilho do rubi como “um fogo eterno a arder dentro da gema”.
  • É muito raro encontrar rubis em grandes dimensões. Rubis grandes são, geralmente, mais caros do que diamantes de tamanho similar.
  • Liz Taylor ganhou um belíssimo conjunto Cartier do seu segundo marido. Detalhe: o presente foi dado enquanto a bela atriz nadava.

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  • A famosa joalheria The House of Harry Winston criou um par de sapatinhos de rubi para comemorar os 50 anos do “The Wizard of Oz – Mágico de Oz”. Os sapatos do filme foram feitos de lantejoulas, mas estes foram feitos com 4.600 rubis, totalizando 1.350 quilates.

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Foto: GIA – cortesia Joalheria Harry Winston

  • Em 2015, um anel de 25,59 quilates foi vendido por US$32 milhões, mais ou menos US$1.266,90 dólares por quilate, batendo o recorde de maior preço pago por uma pedra colorida.

7. Origem

As jazidas de rubi mais importantes estão localizadas ao norte do Myanmar (Birmânia), perto de Mogok. Chamado de Vale dos Rubis, cerca de apenas 1% da extração é apropriada para a joalheira. É também em Mogok que se encontram os rubis “sangue de pombo”, uma das variações mais valiosas da gema.

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Rubi Crimson Flame, de 15.04 ct, um raríssimo exemplar sangue de pombo birmanês – Foto: Christie’s

Outras importantes jazidas estão localizadas na Tailândia, Sri Lanka e na Tanzânia. Os rubis tailandeses possuem uma coloração mais acastanhada, já os extraídos no Sri Lanka um tom de vermelho-framboesa. Na Tanzânia, recentemente, foram encontrados exemplares de rubi de tom violeta, entretanto, a maioria das gemas extraídas dessa localidade são opacas.

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Rubis de Montepuez – Foto: GIA

Os rubis são encontrados junto de berilos, crisoberilos, granadas, pedras-da-lua, safiras, espinélios e topázios. A extração é feita em depósito eluviais. Como a densidade relativa do rubi é elevada, permite que ele seja encontrado junto de outro minerais pesados, após a lavagem do cascalho e areia do rio, sendo, então, retirado à mão.

A gema também é encontrada no Afeganistão, Camboja, Quênia, República do Melgaxe, Vietnã, Austrália, Zimbábue, Índia, Nepal, Pasquistão, Moçambique, EUA, Brasil e Malawi.

8. Composição e características

O rubi é uma gema que pertence ao grupo do coríndon, assim como a safira. São considerados rubis apenas os coríndons vermelhos. Todas as outras colorações, como o azul, rosa e o amarelo, são consideradas safiras.

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Rubis são comumente encontrados em mármores dolomíticos e são formados do metamorfismo de contato do granito com o calcário. Ele é o mineral mais duro depois do diamante, com 9 mohs de dureza. No entanto, essa dureza é distinta conforme as direções, fato que deve ser levado em conta na lapidação dessa gema.

Ao contrário dos diamantes, rubis não são classificados seguindo uma tabela precisa e universal. No entanto, características como cor, claridade, peso e corte são utilizadas pela maioria dos joalheiras avaliar a qualidade dessas pedras.

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Cor

A cor é a característica mais importante na hora de determinar o valor de um rubi. O tom de vermelho profundo e puro é ocasionado pela presença de cromo no mineral. No entanto, a cor pode chegar ao vermelho castanho em razão de partículas de ferro que, ocasionalmente, se misturam ao cromo. Rubis de excelente qualidade apresentam um vermelho vibrante, levemente púrpura.

A cor de um rubi nem sempre revela a sua origem. Designações como Rubi do Sião e Rubi da Birmânia não descrevem, necessariamente, a sua origem, mas a qualidade da cor da gema.

Para ser considerado um rubi de boa qualidade, seu tom não deve ser nem muito escuro nem muito claro. Se a cor é escura demais, a pedra perde o brilho. Por outro lado, se a pedra possui uma cor demasiadamente clara, é considerada como uma safira rosa, mesmo se a intensidade da cor for alta. Nesse ponto, existe uma grande divergência entre joalheiros e especialistas em gemas em relação às safiras rosas e rubis. Historicamente, eram consideradas rubi todas as pedras avermelhadas, o que incluiria o rosa. Além disso, existem diferenças culturais que influenciam na diferenciação dessas gemas. No Sri Lanka, por exemplo, coríndons rosas são sempre considerados rubis, enquanto em outros países, essas gemas seriam classificadas como safiras rosas.

Claridade

Rubis livres de inclusões são praticamente inexistentes na natureza. Assim como nas esmeraldas, inclusões não são consideradas imperfeições, mas uma prova de autenticidade em relação às sintéticas ou imitações. No entanto, inclusões muito importantes podem, não somente, diminuir o brilho e a transparência da pedra, como afetar a durabilidade do rubi, já que inclusões tipo fraturas podem deixar a gema mais suscetível a danos.

Inclusões de agulhas de rutilo tipo Silk. Elas autenticam o rubi e provam que a pedra não foi tratada termicamente – Foto: GIA

O rubi possui um tipo específico de inclusão chamado agulha. Quando as agulhas são formadas por rutilo, as pedras ganham um aspecto sedoso (silk) na lapidação tipo cabochão, e, eventualmente, formam uma inclusão rara, que se assemelha a uma estrela de seis pontas (asterismo). Este tipo de qualidade de rubi é chamado de Rubi Trapiche ou Star Rubi. A aparência deste rubi é similar ao da esmeralda trapiche.

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Inclusões de agulhas de rutilo tipo Silk. Elas autenticam o rubi e provam que a pedra não foi tratada termicamente – Foto: Lotus Gemology

Corte

Apesar do corte mais comum para o rubi ser o oval, a pedra comporta diversos tipos de lapidação. A estrutura e o tamanho da pedra são as características que irão definir quais os tipos de corte uma gema suporta. É possível encontrar rubis de lapidação redonda, cushion, esmeralda, coração, marquise, princess, gota e com o corte brilhante. No entanto, alguns desses formatos são raríssimos em pedras grandes e de boa qualidade.

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O rubi comporta diversos tipos de lapidação – Foto: GIA

O rubi bruto tem o valor elevado em relação a outras gemas coloridas. Por essa razão, o joalheiro tenta conservar ao máximo o peso da pedra na lapidação.

O pleocroísmo, um fenômeno ótico que faz a cor parecer diferente de acordo com o ângulo, é um outro fator que influencia na escolha do corte. Geralmente, rubis podem aparentar um tom de vermelho-azulado de um ângulo e de outro um vermelho-alaranjado. A direção e o tipo de corte podem minimizar a cor alaranjada.

Peso

Exemplares maiores podem comandar preços mais elevados em relação a outras pedras coloridas. Como os exemplares birmaneses acima de 1 quilate estão cada vez mais raros, devido à intensa extração da jazida, o preço por quilate de gemas de excelente qualidade aumenta de forma consistente, muitas vezes, quebrando recordes em leilões. Assim como o diamante, o valor do rubi sobe exponencialmente em relação ao peso.

Uma característica interessante do rubi é que ele possui uma densidade relativa maior que a do diamante. Sendo assim, um rubi de 1 quilate, por exemplo, será menor em tamanho do que um diamante de mesmo peso.

Procurei muito em várias joalherias um anel que estivesse à altura do que minha futura noiva merecia. Consegui tudo isso com a Poésie. Não à toa minha noiva ouve com certa frequência e com muito orgulho: 'este é o anel mais bonito de todos que já vi'.

Kadu

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