Joias e ConceitosPérolas

Como se formam as Pérolas?

Por 19/01/2012 Sem comentários

Pérolas, os diamantes do mar, não precisam de introdução. Por centenas de anos, apesar de uma origem humilde, as pérolas têm sido protagonistas da beleza das mais luxuosas joias. Seu encanto é tão carregado de significado e abstrações, que nos perdemos quando precisamos encontrar palavras para descrevê-las.

Brilhantes e hipnóticas, as pérolas surgem da mais improvável das origens: um mecanismo de defesa de moluscos bivalves. No interior desses animais, a natureza trabalha de maneira harmoniosa e transforma irritação em beleza.

As ostras são moluscos bivalves, já que possuem duas conchas. As conchas são formadas por uma substância orgânica e brilhante chamada nácar (carbonato de cálcio), também conhecida como madrepérola. Quando corpos estranhos, como grãos de areia ou parasitas, com potencial ameaça de irritação e dor, invadem o animal, um mecanismo de defesa é acionado. O molusco sela o corpo invasor, cobrindo-o com nácar. À medida que o tempo passa, o molusco deposita camadas nácar ao redor do corpo invasor e uma nova pérola começa a tomar forma. Esse processo é lento e anos, às vezes décadas, passarão até que uma pérola seja formada.

Pérolas naturais possuem as mesmas características, principalmente cor, da ostra-mãe, já que concha e pérola são formadas pelo nácar do mesmo animal. Pérolas podem ser brancas, douradas, creme, cinzas, pretas e até multicoloridas. Os moluscos perolíferos vivem em rios ou mares. Hoje, a grande maioria das pérolas do mercado tem origem em rios e são conhecidas como Pérolas de Água Doce ou Freshwater Pearls. Já as pérolas de água salgada possuem melhor qualidade de nácar, são mais raras e, portanto, mais valiosas: carregam o status de verdadeiras gemas. As pérolas de água salgada que merecem destaque são: South Sea, Tahitian e Akoya.

As pérolas possuem um baixo grau de dureza, entre 2,5 e 4,5 na escala Mohs, embora seja difícil parti-las por serem extremamente compactas. Assim, são um pouco mais frágeis do que a maioria das pedras preciosas, já que estão mais sujeitas ao risco.  No entanto, basta um pouco de cuidado para que suas pérolas brilhem por gerações.

Até o desenvolvimento de técnicas de cultivo de ostras perolíferas, por sua beleza e raridade, pérolas eram avaliadas como uma das gemas mais caras. Houve tempos em que eram consideram mais valiosas que diamantes. Com a evolução da metodologia de cultivo, as pérolas se tornaram um pouco mais acessíveis.

Foto: Reprodução

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Kadu

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